Nos
primeiros dias do mês de fevereiro, a Câmara e o Senado vão voltar para os seus
debates políticos. Uma questão que deve ser retomada com ânimo no Congresso é a
questão do Impeachment. Lembro que, essa matéria sobre o afastamento da
Presidente Dilma Rousseff, representa o principal tema da vida institucional do
Brasil. É curioso verificar, dentro do jogo político, a Presidente Dilma está
perdendo apoio de alguns setores do seu próprio partido, o PT, visto que,
dentro dessa agregação, observamos, os aliados do governo passam por uma fase
de sérias discórdias, no tocante às atividades Ministeriais dessa própria
estrutura política, além dos escândalos da Petrobrás e de outras áreas
governamentais. Entendemos, além dessas definições que vão ocorrer no partido
do PT com relação ao Impeachment, os partidos da base aliada, apesar dos
esforços das lideranças do governo para reverter a situação, devem se afastar
de uma linha de apoio à presidente Dilma e se posicionarem a favor do
Impeachment, devido à pressão do povo. O afastamento da Presidente Dilma a cada
dia aumenta sua força, dentro da vida pública do país. Devemos também levar em
conta, quando efetivamente o processo de Impeachment for apresentado em debate
final, a opinião pública e os vários setores que representam os interesses do
povo vão levantar de fato a sua palavra em favor do Impeachment, em resposta a
ineficiência e irresponsabilidade do atual governo, que está colocando os
brasileiros em situação difícil, e tirando desses o acesso às condições básicas
de sobrevivência.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
quarta-feira, 11 de março de 2015
Crise política e econômica com o escândalo da Petrobras
A crise brasileira está
crescendo não só no campo econômico e social, como também no campo político e,
sobretudo nesta área, se destaca a crise governamental. Há necessidade portanto,
de que as lideranças maiores dos diversos países compreendam bem o problema
brasileiro, que nesse instante está recaindo sobre toda a nação. Temos um
governo, embora eleito com maioria expressiva no último pleito, que não está
fazendo jus às suas altas responsabilidades, isto é, enfrentando com firmeza,
segurança, prudência e capacidade, os
diversos obstáculos que estão abalando toda a nação. Por outro lado, esse
governo perdeu muito a sua legitimidade, porque a personalidade eleita para
dirigir o país, a presidenta Dilma, não está confirmando, nem tão pouco está
executando as promessas diversificadas que pregou em sua jornada eleitoral. Da
mesma forma, o problema da Petrobras, que cada vez se estende mais com
descobertas das mais escandalosas na condução de seus negócios por parte de
seus dirigentes. Por outro lado, as dificuldades econômicas que o país já
começa a enfrentar como a inflação, que aos poucos tende a crescer, e com as
sérias questões ligadas ao abastecimento de água e de energia elétrica, sem
dizer os problemas burocráticos e de outros pequenos escândalos que se
desenvolvem em várias partes do poder público.
Na realidade, as
principais áreas políticas governamentais do país, as propriamente ditas
institucionais, praticamente, se encontram nas mãos de um único partido, o
PMDB, enquanto que o partido que sustentou a eleição da presidenta da república hoje, está
em uma situação de inferioridade em todas as áreas onde atua, aumentando assim
a crise de autoridade da Presidência da República. Há indiscutivelmente
necessidade de reformas, mas reformas que não sejam apenas de ordem eleitoral,
mas reformas eleitorais que dizem respeito ao governo, à própria máquina
governamental e ao seu processo de agir, onde o presidencialismo exagerado
transforma, na realidade, a chefia da nação com poderes ditatoriais. Ao lado
disso, a estranha e esquisita oposição ministerial, com mais de trinta
ministérios, impõe uma descoordenação com desdobramento confuso dos altos topos
da máquina burocrática, da máquina governamental.
Por outro lado, as
questões federativas que dizem respeito aos estados brasileiros e também aos
municípios que hoje se enquadram dentro desse setor nos trazem uma situação de
elevadas dificuldades porque toda a distribuição da renda nacional, na prática,
depende do poder executivo da república instalado em Brasília. Os estados
devem, aliás, uma dívida ilegítima, à União altas somas, enquanto que não
recebem como deveriam receber, dentro da administração governamental, os meios
financeiros necessários para fazer face às problemáticas do dia a dia dos
governos estaduais. A situação dos municípios é lamentável porque, na prática,
tudo fica a dever das verbas vindas do governo federal, pois que estes não
possuem meios para fazer face às suas atividades locais do dia a dia. Esta é a
situação que precisa ser alterada, e se não for, a cada dia que passar, as
crises vão aumentar e o país vai cair numa situação de desespero do povo, de
mal-estar, de reinvidicações violentas, de críticas permanentes, enfim, de
mal-estar generalizado de toda a população.
Por essas razões, se
impõe uma reforma, não apenas eleitoral, mas uma reforma abrangente que possam
transformar o Estado Brasileiro numa grande máquina política governamental que
faça frente, com êxito, aos grandes problemas que estão diante de nós e que
fazem parte da crise brasileira dos nossos dias.
Em face desa situação,
desse cenário vimos apelar para as lideranças maiores dos grandes partidos
brasileiros, porque a responsabilidade é deles, visto que comandam na Câmara,
no Senado e, enfim, no poder executivo e levam ao povo a sua mensagem no
sentido de que, procurem o quanto antes, porque a crise é realmente perigosa,
soluções adequadas para fazer face a esses obstáculos que vêm recaindo sobre
todo o país e que estão impedindo a sua própria dinâmica normalizada e
influindo para que cresça cada vez mais as dificuldades e os empecilhos, que
compõem a crise brasileira.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O Escândalo da Petrobras
A situação nacional, à medida que se aproximam as eleições de outubro, vem oferecendo uma série de questões que não podem passar despercebidas da opinião pública. O Governo da Presidenta Dilma Rousseff tem se desdobrado em fatos graves, que infelizmente revelam o crescimento da onda de corrupção que predomina em toda a administração federal.
Os escândalos na área da Petrobras revelam que a nação não apenas assiste a um espetáculo danoso para a moralidade pública, mas, o que é mais sério, vinculam a primeira mandatária do país diretamente às decisões perigosas que enfraquecem a imagem brasileira na vida internacional.
A Presidenta claramente autorizou uma operação financeira da Petrobras, que constitui uma danosa providência para o erário público, prejudicando as finanças e a atuação econômica daquela importante instituição petrolífera. É espantosa a atitude dos Parlamentares que apoiam a Presidenta ao tentar impedir, pelas suas Lideranças, a implantação de uma Comissão de Inquérito a respeito daquela escandalosa ocorrência de negociações de compra de empresa no exterior, o que demonstra a tentativa de se esconder tal fato.
Por outro lado, é triste verificar que setores significativos dos meios de comunicação assumem uma atitude de omissão, não divulgando, como deviam, esse escândalo governamental. É preciso que os homens públicos, de um modo geral, não deixem de focalizar tema tão grave para esse momento brasileiro. Há necessidade de que matéria dessa natureza seja, obrigatoriamente, focalizada na mídia, de modo que se possa compreender os diversos aspectos da irregular transação petrolífera.
O Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, com a sua alta responsabilidade judicial, manifestou publicamente a necessidade de se estabelecer regras na área da comunicação midiológica, mesmo nos órgãos menores de publicidade, mostrando a interferência negativa que nesse espaço ocorre, com a influência do poder econômico e dos grupos de expressão financeira, que, indiscutivelmente, abrangem muitos órgãos governamentais.
A chamada “verdade” que a Presidência da República gosta de mencionar em relação ao passado que ela critica, é preciso existir, também, na análise dos acontecimentos malignos de hoje, como este da Petrobras, que foi concretizado com pleno conhecimento da nação.
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